domingo, 25 de setembro de 2011

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de dez anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu! Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça!
Pedro Bial

Ando muito ocupada ultimamente, mesmo quando não faço nada, ando ocupada. Estou sempre desligada de tudo, a todo o momento tento fugir da realidade, procuro coisas que possam me distrair, fatos, cores, livros, sabores, pessoas... Coisas que me façam mudar de um mundo real para o meu próprio mundo.
O que mais gosto de fazer é fugir de mim para tentar me encontrar nos outros, olho as pessoas com uma vontade que tenho até medo de elas acharem que estou querendo alguma coisa ruim, hoje em dia a maioria pensa que se tem alguém te olhando, no mínimo, te achou feio.
Mas eu não, olho tudo, os homens, as mulheres, os olhos, os cabelos, o nariz, a bunda, o peito, a barriga, o braço, a coxa, as jóias e bijuterias, o sorriso, o andar, o ar de sério, ou preocupado, ou atrasado, ou triste, olho a roupa, nossa, por aí vai... Analiso cada detalhe e me imagino com aquele poder de tocar nas pessoas e saber de toda sua história, mas não para matar minha curiosidade maníaca, porque eu não sou uma curiosa maníaca, mas sim para poder conhecer mais as pessoas, conhecer nos outros o que desconheço em mim.
Queria poder saber por que o cobrador do ônibus dormiu sem querer na semana passada, queria poder entender por que tem gente que não pede licença quando se senta ao meu lado ou então por que tem uns que, de tão felizes, saem sorrindo para qualquer pessoa que passa.
Queria entender o coração, poder dizer que conheço várias formas de amor. Me perco no meu mundo apenas imaginando, olho para uma garotinha nova, linda, sorridente, conversando com sua mãe, talvez, imagino todo seu futuro cheio de coisas boas e penso que seria tão bom se tudo o que eu visse nos outros se tornasse verdade.
Nunca fui muito humana, eu prestava atenção em outras coisas, mas notei o ser humano e me notei, comecei a amar o mundo e me amei. Vejo nas pessoas, tão completamente parecidas comigo, um longo caminho entre mim, uma fuga onde jamais vou me encontrar.
De todos esses dons que vemos e que inventamos por causa de filmes, minisséries, novelas e seja lá o que for, só queria que Deus tivesse me dado o dom do entendimento. Decifrar, traduzir pessoas é meu maior desejo, mas não fico brava com Deus não porque sei que esse dom, além dele, ninguém mais tem.

Gabriella Louise.
Sabe o amor? Então... ele visitou minha casa um dia. Estava todo encharcado da chuva, eu o acolhi em pura inocência dentro de meu lar. Lhe dei tudo que precisava, sonhos, felicidades e desejos. Ele me contou que tinha fugido de alguém, mas não me contou quem era. Passamos meses nos divertindo, ele me entendia como ninguém, eramos como melhores amigos. Ele me mostrou como a vida podia ser melhor ao lado de outro alguém, como uma coisa natural, os sorrisos, as brincadeiras, as histórias, tudo como uma perfeita melodia. Minha casa nunca ficou tão radiante desde que o amor chegou, mas tudo acabou tão rápidamente que nem consegui assimilar direito. Foi o ciúmes. Ele chegou arrombando minha casa e começou a sufocar o amor, eu não entendia porque ele fazia aquilo mas só queria que ele parasse, tentei empurra-lo para fora, gritei com ele, mas ele era bem mais forte que eu. A briga se estendeu por toda a minha casa, destruindo-a pedaço por pedaço e eu apenas assistia incapacitado, enquanto o ciúmes continuava bem mais forte que o amor, até que ele não resistiu e acabou por morrer. Após o estrago feito, o ciúmes estava chorando, se arrependia de ter feito aquilo com o amor, mas se deixou levar pela vontade e desconfiança. Eu fiquei fora de mim, o expulsei de minha casa ou o que restara dela, e mandei ele nunca mais voltar, mas algo me dizia que ele ainda poderia voltar... Como ele poderia ter feito isso com alguém tão bom e puro como o amor? Não fazia sentido para mim. Chorei por muitos dias, minha velha amiga, saudade, ia me consolar muitas vezes. Até que com o passar do tempo, consegui me recompor e resolvi finalmente reconstruir minha casa, pedaço por pedaço. Enfim terminada minha casa não estava mais a mesma, estava ainda mais bonita, consertei alguns defeitos que ela tinha e agora estava pronta para receber outra pessoa igual ao amor. Encarei-a por alguns segundos e finalmente coloquei uma foto do amor na parede de entrada para me lembrar que ainda posso ser feliz, basta apenas esperar alguém entrar inesperadamente em minha vida. P. Cabral

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Seja o que Deus quiser

Hoje já faz duas semanas, falta pouco pra um mês e espero mesmo que dure muito mais que um mês, mas enfim... eu gosto dele, e quero estar sempre com ele, mesmo eu não tendo todo o tempo do mundo, mesmo eu não podendo escutar a voz, mandar sms e ve-lo, vou estar sempre com ele. Não tenho muito o que dizer, só que hoje eu estou muito feliz. M.R eu te amo demais, pode crêr. 

domingo, 11 de setembro de 2011

Não sei o que dizer, não sei por onde começar... mas sei que estou mt mais feliz do que nos outros dias, me sinto mais completa. Há algum tempo atras eu postei um texto aqui pra uma pessoa, dias depois aconteceu o pior, ou o melhor... não sei ao certo. Esse feriado eu fui na casa dele, foi totalmente intenso, parecia que eu estava em um sonho. Sabe aqueles que você não quer acorda nuncaentão é este mesmo! ele me pediu em namoro, demorei pra dar a resposta mas dei. Estou ciente de que um dia meus pais irão descobrir que estou com ele, mas enquanto isso não acontece vou aproveitar ao máximo. Quero que ele saiba o quanto eu preciso dele, e ele é a minha mais nova paixão e também aquela que irá durar por mt tempo. Quero que ele me apoie como irei apoia-lo em tudo, quero que conversemos quando algo estiver errado, quero que ele seja fiel a mim como serei a ele, quero que ele me faça rir quando eu estiver chorando, quero que ele grite comigo quando eu tiver brigando com ele, quero que ele sinta minha falta como sentirei a dele, quero que ele me conte tudo, quero que briguemos de vez em quando só pra distrair. Quero que ele jamais me esqueça, como jamais esquecerei-o. M.R eu amo você mais do que eu demonstro, mais do que você possa imaginar, conta sempre comigo mesmo quando não estivermos juntos. 


pensa em mim, que to pensando em você ♪